sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cartas à Elise

Elise nunca se materializou. Elise é um delírio, um conto criado em cima da não-lucidez. Elise é real nos devaneios e sonhos. Elise é real na dor ao chegar alcoolizada e se lamentar pelo não-vivido. Elise é sempre o não.

Elise é o riso. Elise é sentir o coração pulsando depois de muito tempo. Elise se torna uma esperança.

Elise é o tapete estendido. É a vergonha oculta. O orgulho engolido.

Elise não existe. Só em memórias de não-ocorridos. Nisso Elise está viva.

0 comentários: