Elise nunca se materializou. Elise é um delírio, um conto criado em cima da não-lucidez. Elise é real nos devaneios e sonhos. Elise é real na dor ao chegar alcoolizada e se lamentar pelo não-vivido. Elise é sempre o não.
Elise é o riso. Elise é sentir o coração pulsando depois de muito tempo. Elise se torna uma esperança.
Elise é o tapete estendido. É a vergonha oculta. O orgulho engolido.
Elise não existe. Só em memórias de não-ocorridos. Nisso Elise está viva.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Cartas à Elise
Postado por charlotte às 22:39
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